sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"o aumento do salário mínimo não é para nós prioritário"

Perante a proposta de aumento do Salário Mínimo Nacional para 515 euros em 2013, apresentada pelo Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, uma ilustre deputada do PSD afirmou assim:

"o aumento do salário mínimo não é para nós [PSD] uma prioridade"

Pudera! A sra deputada, embora eleita pelo povo, está aqui para defender os agiotas, os especuladores, os grandes patrões, a banca que lucra milhões. Para nenhum desses parasitas o aumento do salário mínimo é benéfico, daí ser perfeitamente compreensível que o aumento do salário não seja prioritário para o PSD. Além de mais, sem querer entrar na ladainha anti-parlamentar, não será menos verdade que a sra deputada do PSD leva para casa qualquer coisa como 4000 e tal euros ou mais. Isso significa que leva para casa ao final de cada mês qualquer coisa como 10 salários mínimos, o que a distancia de tal forma da vida dos portugueses que a afasta da realidade dura em que vivem enterrados os portugueses que vivem com um salário mínimo.

Para estas senhoras deputadas, cujas peças de roupa valem cada uma um salário mínimo, de facto, aumentar o salário mínimo nacional, não pode ser prioridade.

O que está mal não é haver deputados, é haver tantos deputados traidores. O problema não está no salário dos deputados, mas na diferença abissal que se verifca entre este e o Salário Mínimo Nacional, por ser esse último tão miserável.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pequenas curiosidades sobre o PCP IX

O PCP funciona como um grande colectivo partidário, como uma unidade composta de indivíduos que trabalham em conjunto através dos mecanismos do centralismo democrático, desenvolvido criativamente.
Assim, as opiniões individuais confrontam-se até à formulação de uma opinião colectiva que reflecte o conjunto.

Daí que no PCP seja possível que todos os militantes defendam, na acção e na direcção, os mesmos objectivos e as mesmas práticas. Sem prejuízo de poder existir opinião diferente sobre cada opção colectiva.

Preferimos errar juntos do que acertar sozinhos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pequenas curiosidades sobre o PCP VIII

O PCP defende a dimimuição da proporção da subvenção estatal no orçamento dos partidos pois assume como elemento fundamental para o partido a sua independência e autonomia políticas.
Para garantir a autonomia e independência políticas é absolutamente fundamental garantir a autonomia e independência financeiras. Daí a importância que no PCP se dá à militância, ao pagamento da quota (que é parte obrigatória da militância) e à recolha de fundos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

corrupção legal

A democracia portuguesa é uma democracia corrupta. Corrompida e em degeneração.

A política é dirigida por personalidades escolhidas que praticam programas não anunciados e não sufragados, disponibilizando o Estado que lhes é confiado ao serviço dos grupos monopolistas nacionais e estrangeiros. É esta a maravilha da democracia burguesa, do regime semid-democrático que o capitalismo nos impõe e é este o resultado das amputações e traições constantes a Abril, por PS, PSD e CDS.

A "legalidade" é determinada, não pela lei, não pela Constituição da República, mas pela apropriação do sistema judicial e da hierarquia dos tribunais. A corrupção passa a ser a matriz do funcionamento da república, desfigurando também gradualmente o quadro normativo, formal, que determina o que é e o que não é legal. A alteração da lei, seguindo as formalidades, assenta não poucas vezes no vício moral e na corrosão do edifício social que origina a norma legal.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

só falta dizer que o 25 de novembro é que fez a democracia

Diz o Ministro de Estado e das Finanças, carrasco do nosso povo, que a "transição" para a democracia em Portugal ocorreu em 1976.
Recusa-se a reconhecer o 25 de Abril de 1974 como o início da democracia e recusa-se a dizer a palavra "revolução". Na verdade, ainda bem, ao menos não se faz passar por democrata e há palavras lindas demais para andar aí por bocas de gente suja.

Diz então Gaspar que a democracia surge em 1976 porque é nesse ano aprovada a Constituição da República Portuguesa e que antes disso o país vivia numa instabilidade por causa das tentações totalitárias [dos comunistas, subentenda-se].

Não diz Gaspar, embora o saiba, que só há Constituição porque houve antes dela a Democracia, feita nas fábricas, nos campos e nas ruas. A constituição é filha da democracia e não o contrário.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pequenas curiosidades sobre o PCP - VII

Para o PCP, o Congresso é um momento alto da democracia interna do Partido, mas não é um episódio, é um processo. No PCP, a preparação que antecede o congresso envolve toda a organização, todos os militantes e pode ser simplificado o processo em 5 fases:

1. discussão em toda a organização, em todas as células e organismos, envolvendo todos os militantes sobre os objectivos e linhas políticas gerais do Congresso, partindo da avaliação situação política e social;

2. Elaboração de um projecto de teses, condensando toda essa discussão e suas linhas gerais, aprovado pelo Comité Central e difundido para todas as organizações para discussão;

3. A discussão desse documento acompanha a fase de auscultação, discussão sobre a composição da direcção do Partido e a eleição de delegados ao Congresso que levarão a voz dos seus organismos ao colectivo nacional;

4. É aberto um prazo para propostas de alteração sobre os documentos em debate (no caso do XIX Congresso, o Programa do Partido e o Projecto de Teses) e essas propostas podem ser entregues por qualquer militante ou organismo. São depois analisadas pela direcção do Partido e por uma Comissão de Redacção;

5. Realiza-se o Congresso, geralmente durante 3 dias, onde além das intervenções individuais dos delegados sobre a matéria que entenderem, são novamente colocadas à discussão as teses, já num documento trabalhado. É aberto um período de debate sobre os documentos, outro para discussão e eleição da direcção do Partido. Até esse momento, podem ser feitas alterações em todos os documentos e listas. O resultado final é seguido e respeitado pelo colectivo partidário, independentemente de terem existido votos contrários.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pequenas curiosidades sobre o PCP - VI

O PCP é acusado pelo PS, em função da conveniência, de duas posturas contraditórias entre si, a saber:

i) o PCP quis após o 25 de Abril e quer um regime soviético, uma ditadura do proletariado severa e inflexível; e

ii) o PCP está sempre do lado da direita, favorece PSD e CDS, contra o PS que é de esquerda.

Portanto, para os delatores, a verdade pouco importa. Releva apenas a manipulação do teor em função do receptor da mensagem, ou seja, a mentira, mesmo que seja preciso caracterizar simultaneamente o PCP como partido férreo na defesa da ditadura do proletariado e como braço da direita.