PSD e CDS orgulham-se de disponibilizar umas migalhas para os mais pobres. Ou melhor, para os miseráveis.
É a lógica antiga da caridade.
Mas o que desmascara bem a insensibilidade social por detrás desta caridade, não são as migalhas, mas sim o alastramento da pobreza.
Este Governo e estas políticas de destruição são uma máquina de fazer pobres. Ou seja, fazem pobres, sujeitam à miséria famílias inteiras e depois estendem-lhes a esmola, o pão duro, as sobras dos banquetes, e ainda passam por beneméritos.
Estava eu aqui a pensar numa alegoria, mas não me foi necessário: basta relembrar uma acção do próprio Governo. Aumenta o IVA da água, da luz e do gás, permite o aumento das tarifas, do custo de vida em geral, diminui salários e rouba subsídios, e depois cria uma tarifa miserável com um desconto na factura da luz para as famílias que não tenham sequer o que comer.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
No debate do Orçamento do Estado
O problema do PS não é o que o PSD faz.
O problema do PS é não fazer o que o PSD faz.
O problema do PS é não fazer o que o PSD faz.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
De Esopo aos dias de hoje
Não julgarei as intenções de Esopo ao deixar para a Humanidade a fantástica fábula da cigarra e da formiga, fábula que ainda hoje anima ilustrações na vida real.
Não posso é, no entanto, deixar de sentir uma certa revolta quando ouço os governantes aludirem a essa fábula para atacar os direitos de quem trabalha, fazendo crer que quem vive do seu trabalho, no quadro do capitalismo, só não tem provisões suficientes se não trabalhar e, portanto, assobiar como as cigarras.
Há várias questões na fábula que, mantendo a sua graça, não deixam de correponder a grosseiras adulterações da realidade entomológica. Ora vejamos: a formiga trabalha, é certo. Todavia, a cigarra tem igualmente um nicho ecológico, que preenche bem.
Ou seja, não é verdade que a cigarre não realize o trabalho necessário à sua sobrevivência e reprodução, sem que sequer prejudique outros seres vivos.
Diferentes das cigarras e das formigas são, isso sim, os parasitas, insectos ou de outra qualquer classe, família, filo ou reino. E disso devem perceber bem os governantes, os patrões e restantes bandidos que não hesitam em evocar a fábula de Esopo para disfarçar o parasitismo de que vivem.
Mas há uma outra dimensão do conto de Esopo que não pode deixar de escapar a estas linhas: é que, fazendo da cigarra um artista (o que também não corresponde à verdade já que o canto da cigarra não é arte mas busca de acasalamento) Esopo despreza o trabalho do cantautor, do artista, que durante o verão canta e que, nem que fosse só por ter trazido à formiga o encanto da arte e da música, o estímulo poderoso da cultura, mereceria dispor justamente das provisões do formigueiro.
Não posso é, no entanto, deixar de sentir uma certa revolta quando ouço os governantes aludirem a essa fábula para atacar os direitos de quem trabalha, fazendo crer que quem vive do seu trabalho, no quadro do capitalismo, só não tem provisões suficientes se não trabalhar e, portanto, assobiar como as cigarras.
Há várias questões na fábula que, mantendo a sua graça, não deixam de correponder a grosseiras adulterações da realidade entomológica. Ora vejamos: a formiga trabalha, é certo. Todavia, a cigarra tem igualmente um nicho ecológico, que preenche bem.
Ou seja, não é verdade que a cigarre não realize o trabalho necessário à sua sobrevivência e reprodução, sem que sequer prejudique outros seres vivos.
Diferentes das cigarras e das formigas são, isso sim, os parasitas, insectos ou de outra qualquer classe, família, filo ou reino. E disso devem perceber bem os governantes, os patrões e restantes bandidos que não hesitam em evocar a fábula de Esopo para disfarçar o parasitismo de que vivem.
Mas há uma outra dimensão do conto de Esopo que não pode deixar de escapar a estas linhas: é que, fazendo da cigarra um artista (o que também não corresponde à verdade já que o canto da cigarra não é arte mas busca de acasalamento) Esopo despreza o trabalho do cantautor, do artista, que durante o verão canta e que, nem que fosse só por ter trazido à formiga o encanto da arte e da música, o estímulo poderoso da cultura, mereceria dispor justamente das provisões do formigueiro.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Orçamento do Estado, as inevitabilidades e a resposta das massas
Começa amanhã pelas 10.00h da manhã o debate do Orçamento do Estado para 2012, o documento que sintetiza para esse ano as medidas do grande capitalismo para o nosso país. O documento que fará da injustiça, lei; do roubo, norma; da assimetria, regra.
Amanhã, o chefe do golpe de estado que açambarcou e sequestrou a democracia portuguesa (não que andasse livre, propriamente) anunciará as medidas que a ocupação estrangeira do país impõe para satisfazer a avidez dos corruptos, dos bandidos e dos criminosos que nos destróem as vidas e roubam o esforço da vida de trabalho dos portugueses.
Amanhã anunciarão o "inevitável", a "austeridade", a "responsabilidade", a "credibilidade" e todos os restantes "valores" que a burguesia invoca para levar a bom porto a sua barca nestes mares agitados. Amanhã anunciarão a nova dimensão da ofensiva sem precedentes ao 25 de Abril, a nova onda revanchista contra os direitos que conquistámos a pulso, lágrimas e sangue e vidas.
Amanhã os comunistas estarão nos locais de trabalho, nas ruas, nas escolas, no parlamento, nas suas tarefas, a denunciar o crime e o roubo e a construir os caminhos para a organização das massas rumo à necessária ruptura política com este caminho do desastre. Amanhã os eleitos comunistas estarão do lado certo da luta de classes, como sempre, da sua bancada combatendo o assalto ao país e ao povo.
Amanhã eles anunciarão, saibam-no ou não, o reforço da insurreição.
Insurreição histórica do povo do mundo pela paz, solidariedade, igualdade. Insurreição constante pelo socialismo, a mais antiga aspiração do Ser Humano.
Porque quanto mais forte é a ofensiva, mais forte terá de ser a resposta.
Nos parlamentos burgueses, em tempos de ocupação, serão sempre mais os colaboracionistas que os resistentes. Mas lá fora são mais os resistentes e é lá fora que se faz a história andar.
Viva a Greve Geral!
Viva a luta dos trabalhadores portugueses!
Amanhã, o chefe do golpe de estado que açambarcou e sequestrou a democracia portuguesa (não que andasse livre, propriamente) anunciará as medidas que a ocupação estrangeira do país impõe para satisfazer a avidez dos corruptos, dos bandidos e dos criminosos que nos destróem as vidas e roubam o esforço da vida de trabalho dos portugueses.
Amanhã anunciarão o "inevitável", a "austeridade", a "responsabilidade", a "credibilidade" e todos os restantes "valores" que a burguesia invoca para levar a bom porto a sua barca nestes mares agitados. Amanhã anunciarão a nova dimensão da ofensiva sem precedentes ao 25 de Abril, a nova onda revanchista contra os direitos que conquistámos a pulso, lágrimas e sangue e vidas.
Amanhã os comunistas estarão nos locais de trabalho, nas ruas, nas escolas, no parlamento, nas suas tarefas, a denunciar o crime e o roubo e a construir os caminhos para a organização das massas rumo à necessária ruptura política com este caminho do desastre. Amanhã os eleitos comunistas estarão do lado certo da luta de classes, como sempre, da sua bancada combatendo o assalto ao país e ao povo.
Amanhã eles anunciarão, saibam-no ou não, o reforço da insurreição.
Insurreição histórica do povo do mundo pela paz, solidariedade, igualdade. Insurreição constante pelo socialismo, a mais antiga aspiração do Ser Humano.
Porque quanto mais forte é a ofensiva, mais forte terá de ser a resposta.
Nos parlamentos burgueses, em tempos de ocupação, serão sempre mais os colaboracionistas que os resistentes. Mas lá fora são mais os resistentes e é lá fora que se faz a história andar.
Viva a Greve Geral!
Viva a luta dos trabalhadores portugueses!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
República
Encerram-se hoje na Assembleia da República as comemorações do centenário da República. Estranha comemoração que esquece os 48 anos de interrupção criminosa imposta pelo fascismo à República, esquece a história da República, numa campanha de branqueamento e de ilusão romântica sobre a própria.
Esquece que República tem um só significado, sem o qual se esbate qualquer significância: democracia.
República é aliás a palavra latina para a grega Democracia.
Esquece que República tem um só significado, sem o qual se esbate qualquer significância: democracia.
República é aliás a palavra latina para a grega Democracia.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
contra o golpe de estado - Greve Geral
A democracia portuguesa está comprometida desde há muito, por força de um processo de lenta erosão das suas bases e pilares fundamentais, nomeadamente os traduzidos no corpo da Constituição da República Portuguesa, fruto mais belo da revolução de Abril.
A lenta desfiguração a que o Estado, a democracia, o sistema republicano, têm vindo a ser sujeitos tem dimensões colossais, só mascaradas e escondidas pela forma lenta como ocorreram, à luz do tempo de vida do ser humano, embora rápidas à luz da História da humanidade.
As políticas de direita, sempre praticadas por quem se faz eleger à custa da mentira, vieram constantemente delapidar as fundações do Estado, ao ponto de lhe alterar a natureza e a matriz de classe.
A democracia portuguesa está capturada, sequestrada. O Governo finalmente, ao fim de 35 anos, teve espaço para assumir a sua aliança sagrada com o capital. Os governantes já não escondem de onde vêm nem para onde vão. O estado assume o seu papel histórico, como Marx e Lenine identificaram - instrumento de domínio de uma classe sobre outra. Instrumento de opressão da burguesia sobre o proletariado. E a burguesia está cada vez mais pequena face a um proletariado de dimensões galopantes.
E se dúvidas houvesse de que está cativa a nossa democracia, de há muito, os próprios traidores do país o anunciam sem pruridos: "só existe este caminho, não há alternativa", como se de decisões meramente administrativas ou gestionárias se tratasse a economia. Isto não é democracia, é terrorismo.
A luta é o imperativo moral e material que se coloca a todos os democratas, a todos os que não aceitam o golpe de estado perpterado pela corja de vampiros que se apoderou do Governo da República. A luta e o confronto, organizados, consequentes e conscientes contra os inimigos de classe e todos os que os servem são a primeira condição para a vitória. Contra a paz podre da burguesia, oporemos a força revolucionária dos trabalhadores.
Dia 24 de Novembro fazemos greve pela dignidade, pelo respeito, contra a submissão e a ocupação do país, contra os abutres, mas fazemos greve também pela democracia.
A lenta desfiguração a que o Estado, a democracia, o sistema republicano, têm vindo a ser sujeitos tem dimensões colossais, só mascaradas e escondidas pela forma lenta como ocorreram, à luz do tempo de vida do ser humano, embora rápidas à luz da História da humanidade.
As políticas de direita, sempre praticadas por quem se faz eleger à custa da mentira, vieram constantemente delapidar as fundações do Estado, ao ponto de lhe alterar a natureza e a matriz de classe.
A democracia portuguesa está capturada, sequestrada. O Governo finalmente, ao fim de 35 anos, teve espaço para assumir a sua aliança sagrada com o capital. Os governantes já não escondem de onde vêm nem para onde vão. O estado assume o seu papel histórico, como Marx e Lenine identificaram - instrumento de domínio de uma classe sobre outra. Instrumento de opressão da burguesia sobre o proletariado. E a burguesia está cada vez mais pequena face a um proletariado de dimensões galopantes.
E se dúvidas houvesse de que está cativa a nossa democracia, de há muito, os próprios traidores do país o anunciam sem pruridos: "só existe este caminho, não há alternativa", como se de decisões meramente administrativas ou gestionárias se tratasse a economia. Isto não é democracia, é terrorismo.
A luta é o imperativo moral e material que se coloca a todos os democratas, a todos os que não aceitam o golpe de estado perpterado pela corja de vampiros que se apoderou do Governo da República. A luta e o confronto, organizados, consequentes e conscientes contra os inimigos de classe e todos os que os servem são a primeira condição para a vitória. Contra a paz podre da burguesia, oporemos a força revolucionária dos trabalhadores.
Dia 24 de Novembro fazemos greve pela dignidade, pelo respeito, contra a submissão e a ocupação do país, contra os abutres, mas fazemos greve também pela democracia.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Histórias verídicas:
Ontem, depois do anúncio do novo roubo pelo membro do bando de parasitas que assume hoje o cargo de primeiro-ministro no nosso país, ouvi de uma deputada do PSD e de um deputado do CDS, as seguintes preocupações.
"ai.. isto é horrível. vou ter de deixar de ir ao café."
e
"eu também vou ter de pôr os meus filhos na escola pública."
Não citarei nomes, que para o caso pouco importa. Importa, isso sim, é identificarmos os inimigos e a corja de bandidos que mantém cativa a nossa democracia.
Estas são as preocupações dos vassalos do grande capital. Tomarão menos cafezinhos, colocarão os filhos nesse antro de laicidade e plebeismo que é a escola pública. Os trabalhadores, esses, deixarão de comer todos os dias, entregarão as casas ao banco e tirarão os filhos da escola pública para os mandar trabalhar para a obra ou para trás de um balcão.
"ai.. isto é horrível. vou ter de deixar de ir ao café."
e
"eu também vou ter de pôr os meus filhos na escola pública."
Não citarei nomes, que para o caso pouco importa. Importa, isso sim, é identificarmos os inimigos e a corja de bandidos que mantém cativa a nossa democracia.
Estas são as preocupações dos vassalos do grande capital. Tomarão menos cafezinhos, colocarão os filhos nesse antro de laicidade e plebeismo que é a escola pública. Os trabalhadores, esses, deixarão de comer todos os dias, entregarão as casas ao banco e tirarão os filhos da escola pública para os mandar trabalhar para a obra ou para trás de um balcão.
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