quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Orçamento do Estado, as inevitabilidades e a resposta das massas

Começa amanhã pelas 10.00h da manhã o debate do Orçamento do Estado para 2012, o documento que sintetiza para esse ano as medidas do grande capitalismo para o nosso país. O documento que fará da injustiça, lei; do roubo, norma; da assimetria, regra.

Amanhã, o chefe do golpe de estado que açambarcou e sequestrou a democracia portuguesa (não que andasse livre, propriamente) anunciará as medidas que a ocupação estrangeira do país impõe para satisfazer a avidez dos corruptos, dos bandidos e dos criminosos que nos destróem as vidas e roubam o esforço da vida de trabalho dos portugueses.

Amanhã anunciarão o "inevitável", a "austeridade", a "responsabilidade", a "credibilidade" e todos os restantes "valores" que a burguesia invoca para levar a bom porto a sua barca nestes mares agitados. Amanhã anunciarão a nova dimensão da ofensiva sem precedentes ao 25 de Abril, a nova onda revanchista contra os direitos que conquistámos a pulso, lágrimas e sangue e vidas.

Amanhã os comunistas estarão nos locais de trabalho, nas ruas, nas escolas, no parlamento, nas suas tarefas, a denunciar o crime e o roubo e a construir os caminhos para a organização das massas rumo à necessária ruptura política com este caminho do desastre. Amanhã os eleitos comunistas estarão do lado certo da luta de classes, como sempre, da sua bancada combatendo o assalto ao país e ao povo.

Amanhã eles anunciarão, saibam-no ou não, o reforço da insurreição.
Insurreição histórica do povo do mundo pela paz, solidariedade, igualdade. Insurreição constante pelo socialismo, a mais antiga aspiração do Ser Humano.
Porque quanto mais forte é a ofensiva, mais forte terá de ser a resposta.

Nos parlamentos burgueses, em tempos de ocupação, serão sempre mais os colaboracionistas que os resistentes. Mas lá fora são mais os resistentes e é lá fora que se faz a história andar.

Viva a Greve Geral!
Viva a luta dos trabalhadores portugueses!

2 comentários:

RS disse...

Assino por baixo.

Maria João Brito de Sousa disse...

Viva a luta dos trabalhadores portugueses!!!