Ultimamente são capas de jornais e abrem os noticiários televisivos em Portugal. Nos Estados Unidos são famosas há mais tempo, dada a dinâmica do seu capitalismo interno.
Uma Agência de Rating de Crédito (Rating Credit Agency - CRA) é uma corporação, uma empresa privada que visa, no essencial, estimar a saúde financeira de uma determinada organização. De certa forma, são os médicos de diagnóstico do sistema capitalista. Atentam aos diversos factores ambientais, nomeadamente aos que determinam as relações sociais, políticas e económicas da organização em estudo e, em função disso, estimam os riscos a que essa organização está exposta. A actividade destas corporações pode determinar a confluência de investimento numa determinada empresa/organização/estado/economia, como pode apontar no sentido oposto. O poder que se concentra, numa economia mundial cada vez mais espculativa, nas mãos destas corporações é, portanto, desmedido.
Prova disso é que praticamente todas as prinicipais economias capitalistas do mundo iniciaram desde o início dos anos 2000 uma tentativa de regulação do trabalho dessas agências. A manipulação de resultados, a imprecisão e opacidade dos critérios gerou e gera ainda discrepâncias brutais entre as previsões e cotações dessas CRA's e a realidade.
Vários processos envolveram ex-trabalhadores destas empresas e em vários desses processos foi afirmado e comprovado que os resultados divulgados pelas agências serviam pressões financeiras de determinados grupos. São conhecidos muitos casos, uns mais medíáticos, outros nem tanto, de "erros" nas cotações. Por exemplo, a Enron estava cotada como AAA (menção que remete para baixo risco), 4 dias antes de falir da forma como sabemos ter falido. Estas CRA's que iniciam a sua actividade viradas para o mundo empresarial são hoje ousadas ao ponto de cotarem países, estados inteiros e continentes, servindo a cada momento os mais obscuros interesses capitalistas e monopolistas. Aliás, elas são apenas mais um dos mecanismos do sistema para que a manipulação dos processos de especulação seja mais eficaz e a promiscuidade entre estas empresas e as outras grandes corporações (quer do sector financeiro, quer do produtivo) é evidente em vários casos conhecidos, o que levou alguns estados a fingir disciplinar estas empresas e as próprias a adoptar um código de conduta absolutamente ridículo, redigido pela "Organização Internacional das Comissões de Segurança".
A transparência e o rigor dos critérios utilizados são regulados precisamente da mesma forma que a transparência e o rigor do sector bancário e da actividade especulativa, ou seja, não são regulados, antes regulam. Na verdade, os Estados capitalistas e seus vassalos pelo globo não regulam absolutamente nenhuma dessas actividades, mas permitem que essas actividades os regulem, lhes ditem leis, normas e políticas.
E eis que o "rating" vem impor-se a este cantinho à beira-mar plantado. Logo a nós que nunca tínhamos ouvido falar de tal coisa e~não consta que tenha o "trigo começado a crescer para baixo" na nossa terra.
Ora, numa tarefa desta natureza, de cotar economias e medir risco de investimento, da dívida e do crédito, haverá coisa mais importante que as relações sociais e a correlação das forças de classe? Tal como os marxistas, os teóricos e intelectuais do sistema, sabem que são as relações materiais que determinam as relações económicas. Daí que estas CRA's não ignorem o "ambiente social". É curioso e simultaneamente demonstrativo que, entre os critérios para a determinação dos valores do risco de uma determinada organização / estado, constem a força e dinâmica do movimento sindical de classe, a presença do Estado e dos seus serviços no território. E, embora não tenha nada que o prove, ninguém me tirará da cabeça que esses abutres que cotam o meu país com letras e números da especulação, também contam com a dinâmica e a força dos partidos de classe, no caso, do PCP. O qúe é inaceitável é que se aceite, que se verguem estados, que se sentem à mesa PS e PSD a decidir do nosso futuro como da sua coutada, com base no que julga o grande capital financeiro do nosso país. Que se sentem Passos Coelho e Sócrates, protagonistas da actual desgraça e profetas da mentira à mesa para decidir como melhor estender a passadeira vermelha ao capital que preda o nosso país, o nosso trabalho e os nossos recursos, não podemos aceitar.
Pela forma como estas CRA's avaliam e cotam os países, a destruição do Estado, o desmantelamento das centrais sindicais de classe e a docilização da classe operária, a liberalização e privatização dos serviços são os factores que merecem os tão falados 3A's.
Recomendo a leitura deste "paper" publicado pela Escola de Política Pública da University College London de Dieter Kerwer onde se aprofunda um pouco o trabalho destas CRA's. Leia-se com particular atenção o primeiro parágrafo da página 21. Nele se assumem duma assentada duas ou três questões da maior importância: a correlação de forças de classe conta para o rating; o rating não tem a força que se espera que venha a ter na imposição de medidas aos países; as próprias potências capitalistas não controlam suficientemente estas agências.
Ora, é caso para dizer... metam os 3A's das vossas agências de "rating" ...
pelo menos, longe de nós!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Concurso para suprimento das necessidades transitórias do corpo docente (2010/2011) e a transitoriedade do PS
O PCP colocou à subscrição de todos os partidos um Projecto de Lei que resolvia as injustiças associadas ao concurso de colocação de professores que decorre até ao final do dia de hoje.
Aliás, dando cumprimento ao que sempre defendeu, o PCP criticou a medida do Governo que introduz os resultados da avaliação de desempenho como um factor na graduação para efeitos de colocação.
Com a intenção de ultrapassar a situação e tendo em conta que todos os Partidos manifestaram apoio às preocupações dos sindicatos durante a semana passada, nas reuniões com a Fenprof e a FNE, o PCP propôs que fosse tomada uma medida legislativa expedita e simples para resolver o problema, envolvendo todos os partidos. Assim o fez. O PEV e o BE subscreveram a iniciativa. O PSD e o CDS apoiaram o seu conteúdo mas não quiseram ser subscritores. O PS não subscreveu.
Levanta-se a primeira dúvida: por que raio um partido que diz aos sindicatos que vai tentar resolver um problema, não aceita participar na solução quando lhe é apresentada?
Adiante, o PCP, juntamente com o PEV e o BE, entregou na Mesa da Assembleia o referido Projecto de Lei. Requereu agendamento de urgência, tendo em conta que só com a sua votação até ao dia de hoje seria matematicamente possível que este viesse a produzir efeitos. Ora, para que uma votação não prevista ocorra, na Assembleia da República, é necessário reunir consenso.
O PS recusou o agendamento.
Levanta-se a segunda dúvida: por que motivos o PS impediu um agendamento e a votação de um projecto, sabendo que dessa forma estaria apaenas a impedir que a Assembleia deliberasse de forma contrária à sua vontade. Ou seja, por que motivo o PS impõe a sua solução como se detivesse uma maioria absoluta, quando na verdade a perdeu?
É importante, a este ponto, referir que é comum e natural que os Grupos Parlamentares aceitem agendamentos de urgência por consenso, como aliás decorreu há duas semanas atrás, quando todos os grupos parlamentares anuiram para que o próprio PS agendasse um Projecto de Resolução no próprio dia. No próprio dia!!! coisa que não se passou desta vez, tendo em conta que o Projecto (PCP+PEV+BE) foi apresentado a todas as bancadas desde segunda-feira e só foi pedida a sua votação para sexta...
Mas o que é mesmo, mesmo, mesmo importante é que não esmoreçamos na luta contra a política de direita, contra a arrgância e a prepotência, contra a destruição do Estado e dos seus pilares fundamentais. O que é mesmo mesmo mesmo importante é que lutemos por uma política diferente, para a escola e para a vida, que rompa com o rumo de desastre e de desmantelamento do próprio país que este PS vai protagonizando enquanto PSD e CDS "afiam a gânfia" para vir manjar sobre os despojos.
Aliás, dando cumprimento ao que sempre defendeu, o PCP criticou a medida do Governo que introduz os resultados da avaliação de desempenho como um factor na graduação para efeitos de colocação.
Com a intenção de ultrapassar a situação e tendo em conta que todos os Partidos manifestaram apoio às preocupações dos sindicatos durante a semana passada, nas reuniões com a Fenprof e a FNE, o PCP propôs que fosse tomada uma medida legislativa expedita e simples para resolver o problema, envolvendo todos os partidos. Assim o fez. O PEV e o BE subscreveram a iniciativa. O PSD e o CDS apoiaram o seu conteúdo mas não quiseram ser subscritores. O PS não subscreveu.
Levanta-se a primeira dúvida: por que raio um partido que diz aos sindicatos que vai tentar resolver um problema, não aceita participar na solução quando lhe é apresentada?
Adiante, o PCP, juntamente com o PEV e o BE, entregou na Mesa da Assembleia o referido Projecto de Lei. Requereu agendamento de urgência, tendo em conta que só com a sua votação até ao dia de hoje seria matematicamente possível que este viesse a produzir efeitos. Ora, para que uma votação não prevista ocorra, na Assembleia da República, é necessário reunir consenso.
O PS recusou o agendamento.
Levanta-se a segunda dúvida: por que motivos o PS impediu um agendamento e a votação de um projecto, sabendo que dessa forma estaria apaenas a impedir que a Assembleia deliberasse de forma contrária à sua vontade. Ou seja, por que motivo o PS impõe a sua solução como se detivesse uma maioria absoluta, quando na verdade a perdeu?
É importante, a este ponto, referir que é comum e natural que os Grupos Parlamentares aceitem agendamentos de urgência por consenso, como aliás decorreu há duas semanas atrás, quando todos os grupos parlamentares anuiram para que o próprio PS agendasse um Projecto de Resolução no próprio dia. No próprio dia!!! coisa que não se passou desta vez, tendo em conta que o Projecto (PCP+PEV+BE) foi apresentado a todas as bancadas desde segunda-feira e só foi pedida a sua votação para sexta...
Mas o que é mesmo, mesmo, mesmo importante é que não esmoreçamos na luta contra a política de direita, contra a arrgância e a prepotência, contra a destruição do Estado e dos seus pilares fundamentais. O que é mesmo mesmo mesmo importante é que lutemos por uma política diferente, para a escola e para a vida, que rompa com o rumo de desastre e de desmantelamento do próprio país que este PS vai protagonizando enquanto PSD e CDS "afiam a gânfia" para vir manjar sobre os despojos.
sexta-feira, 12 de março de 2010
prisões na europa???
também é importante ler aqui sobre o aumento dos suicídios em prisões europeias.
esperem... existem prisões europeias?! estou pasmado...
esperem... existem prisões europeias?! estou pasmado...
tudo serve contra Cuba
A hipocrisia parlamentar não conhece limites. Desta feita, junta-se o coro anti-comunista de todo o espectro partidário, parasitando e cavalgando a operação mediática montada como ataque ao povo cubano que, em boa hora, decidiu construir por suas próprias o futuro da sua pátria.
E eis que prisioneiros de delito comum se tornam paladinos da democracia, bombistas e outros terroristas, heróis da modernidade e dos direitos humanos. Hoje, PS, CDS, PSD e BE apresentaram na Assembleia da República votos de pesar pela morte de um prisioneiro que recusou cuidados médicos, que recusou alimentar-se e que viu no alinhamento com a máfia de miami e EUA a sua escapatória. Pouco importou, como bem demonstrou o granma, para essa gente o bem-estar do prisioneiro ou da sua família. Tudo foi bem montado apenas com o fito de cavalgar o sofrimento como instrumento político de ataque à soberania popular cubana.
E eis que o coro de chacais, dos esquerdistas modernaços, aos mais bafientos reaccionários, apresentaram votos de igual teor na Assembleia da República Portuguesa. Da mesma forma, nesses votos, não se vislumbra ponta de preocupação para com ninguém em Cuba, mas apenas a oportunidade de uma vez mais criticar e atacar despudoradamente um Estado que decidiu não vergar e não adoptar como suas as leis impostas pelos estados unidos ou pela europa "civilizada". Esses estados da modernidade, onde se condena à morte a pantera negra, onde se tortura e trafica o prisioneiro de guerra, onde se viola diariamente o mais elementar dos direitos humanos: o direito a não ser explorado. Nessa europa democrática, onde se continua a matar nas suas fronteiras o povo curdo, onde há territórios ocupados, onde se prendem estrangeiros em contentores e onde morrem de frio os velhos na rua. Juntem-se BE, CDS, PS e PSD, na condenação do Estado Cubano e da sua resistência anti-imperialista, que apenas demonstram o quão ansiosos todos estão de tirar partido mediático de um preconceito. Fica-vos bem, serve o vosso dono, e sempre são mais umas migalhinhas na gamela donde comem.
Sempre quero ver o que farão esses mesmos senhores quando os criminosos portugueses ou de qualquer outro país do mundo começarem a fazer greves de fome para chantagear os sistemas judiciais... É que também em Portugal há leis para se ser dissidente do regime... e fora delas comete-se um crime. Se eu for um dissidente português e para defender a minha causa, cometer um acto ilegal ou criminoso, quero ver se virá esse gente toda alinhada, defender-me quando eu ameaçar cortar os pulsos com uma bic.
E eis que prisioneiros de delito comum se tornam paladinos da democracia, bombistas e outros terroristas, heróis da modernidade e dos direitos humanos. Hoje, PS, CDS, PSD e BE apresentaram na Assembleia da República votos de pesar pela morte de um prisioneiro que recusou cuidados médicos, que recusou alimentar-se e que viu no alinhamento com a máfia de miami e EUA a sua escapatória. Pouco importou, como bem demonstrou o granma, para essa gente o bem-estar do prisioneiro ou da sua família. Tudo foi bem montado apenas com o fito de cavalgar o sofrimento como instrumento político de ataque à soberania popular cubana.
E eis que o coro de chacais, dos esquerdistas modernaços, aos mais bafientos reaccionários, apresentaram votos de igual teor na Assembleia da República Portuguesa. Da mesma forma, nesses votos, não se vislumbra ponta de preocupação para com ninguém em Cuba, mas apenas a oportunidade de uma vez mais criticar e atacar despudoradamente um Estado que decidiu não vergar e não adoptar como suas as leis impostas pelos estados unidos ou pela europa "civilizada". Esses estados da modernidade, onde se condena à morte a pantera negra, onde se tortura e trafica o prisioneiro de guerra, onde se viola diariamente o mais elementar dos direitos humanos: o direito a não ser explorado. Nessa europa democrática, onde se continua a matar nas suas fronteiras o povo curdo, onde há territórios ocupados, onde se prendem estrangeiros em contentores e onde morrem de frio os velhos na rua. Juntem-se BE, CDS, PS e PSD, na condenação do Estado Cubano e da sua resistência anti-imperialista, que apenas demonstram o quão ansiosos todos estão de tirar partido mediático de um preconceito. Fica-vos bem, serve o vosso dono, e sempre são mais umas migalhinhas na gamela donde comem.
Sempre quero ver o que farão esses mesmos senhores quando os criminosos portugueses ou de qualquer outro país do mundo começarem a fazer greves de fome para chantagear os sistemas judiciais... É que também em Portugal há leis para se ser dissidente do regime... e fora delas comete-se um crime. Se eu for um dissidente português e para defender a minha causa, cometer um acto ilegal ou criminoso, quero ver se virá esse gente toda alinhada, defender-me quando eu ameaçar cortar os pulsos com uma bic.
DECLARAÇÃO DA ASSEMBLEIA NACIONAL DO PODER POPULAR DA REPÚBLICA DE CUBA
Depois de uma campanha concertada de poderosas empresas mediáticas, fundamentalmente da Europa, que atacaram ferozmente Cuba, o Parlamento Europeu acaba de aprovar na sequência de um indecoroso debate, uma resolução contra o nosso país que manipula sentimentos, distorce factos, esgrime mentiras e oculta realidades.
O pretexto utilizado foi a morte de um recluso, primeiramente condenado por delito comum e depois manipulado por interesses norte-americanos e pela contra-revolução interna, que por vontade própria recusou ingerir alimentos, apesar das advertências e da intervenção de médicos especialistas cubanos...
Este lamentável facto não pode ser utilizado para condenar Cuba com o argumento que podia tê-lo evitado. Se há campo em que não há palavras para atacar Cuba, pois a realidade é irrefutável, é o da luta pela vida dos seres humanos, sejam eles nascidos em Cuba ou noutros países. Basta o exemplo, silenciada pela imprensa hegemónica, da presença de médicos cubanos no Haiti, desde há onze anos antes do terramoto de Janeiro último.Por trás desta condenação há um profundo cinismo.
Quantas vidas de crianças se perderam em nações pobres pela decisão dos países ricos, representados no Parlamento Europeu, de não cumprir os seus compromissos de ajuda ao desenvolvimento. Todos sabiam que era uma sentença de morte massiva, mas optaram por preservar os níveis de esbanjamento e ostentação de um consumismo a longo prazo suicida.
Também ofende os cubanos essa tentativa de nos darem lições, no momento em que na Europa se reprimem imigrantes e desempregados, ao mesmo tempo que em Cuba o povo cubano, em reuniões de vizinhos propõe os seus candidatos às eleições municipais, livremente e sem intermediários.
Os que participaram ou permitiram o contrabando aéreo de presos, a criação de presídios ilegais e a prática de torturas, não têm moral para avaliar um povo agredido e brutalmente bloqueado. Tão discriminatória e selectiva condenação só pode ser explicada pelo fracasso de uma política incapaz de pôr de joelhos um povo heróico. Nem a Lei Helms-Burton nem a Posição Comum europeia, surgidas no mesmo ano, nas mesmas circunstâncias e com iguais propósitos, ambas lesivas da nossa soberania e dignidades nacionais, têm o mais mínimo futuro, pois os cubanos rejeitam a imposição, a intolerância e a pressão como norma das relações internacionais.
Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba. 11 de Março de 2010.
O pretexto utilizado foi a morte de um recluso, primeiramente condenado por delito comum e depois manipulado por interesses norte-americanos e pela contra-revolução interna, que por vontade própria recusou ingerir alimentos, apesar das advertências e da intervenção de médicos especialistas cubanos...
Este lamentável facto não pode ser utilizado para condenar Cuba com o argumento que podia tê-lo evitado. Se há campo em que não há palavras para atacar Cuba, pois a realidade é irrefutável, é o da luta pela vida dos seres humanos, sejam eles nascidos em Cuba ou noutros países. Basta o exemplo, silenciada pela imprensa hegemónica, da presença de médicos cubanos no Haiti, desde há onze anos antes do terramoto de Janeiro último.Por trás desta condenação há um profundo cinismo.
Quantas vidas de crianças se perderam em nações pobres pela decisão dos países ricos, representados no Parlamento Europeu, de não cumprir os seus compromissos de ajuda ao desenvolvimento. Todos sabiam que era uma sentença de morte massiva, mas optaram por preservar os níveis de esbanjamento e ostentação de um consumismo a longo prazo suicida.
Também ofende os cubanos essa tentativa de nos darem lições, no momento em que na Europa se reprimem imigrantes e desempregados, ao mesmo tempo que em Cuba o povo cubano, em reuniões de vizinhos propõe os seus candidatos às eleições municipais, livremente e sem intermediários.
Os que participaram ou permitiram o contrabando aéreo de presos, a criação de presídios ilegais e a prática de torturas, não têm moral para avaliar um povo agredido e brutalmente bloqueado. Tão discriminatória e selectiva condenação só pode ser explicada pelo fracasso de uma política incapaz de pôr de joelhos um povo heróico. Nem a Lei Helms-Burton nem a Posição Comum europeia, surgidas no mesmo ano, nas mesmas circunstâncias e com iguais propósitos, ambas lesivas da nossa soberania e dignidades nacionais, têm o mais mínimo futuro, pois os cubanos rejeitam a imposição, a intolerância e a pressão como norma das relações internacionais.
Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba. 11 de Março de 2010.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Agradecimento
Obrigado ao 5 dias por ser o responsável pela ressuscitação deste blog no que a visitas toca. Já que eu não faço por isso, haja quem o faça! um bem-haja!
Auditoria à Parque Escolar EPE
O PCP denunciou os truques e os artifícios de privatização do parque escolar português, trazendo o assunto pela primeira vez à Assembleia da República através de uma declaração política. Semanas mais tarde, o PCP propôs um Projecto de Resolução que extingue a Empresa Parque Escolar e reverte todo o património para o Estado, donde nunca deveria ter na verdade saído.
Agora, apresenta um pedido de auditoria às contas da empresa para que se perceba como andaram a gastar e a entregar aos amigalhaços os milhões de euros dos portugueses.
Parece que já andam mais calminhos e a fazer menos asneiras. Parece mesmo que de repente se lembraram que deveriam fazer concursos públicos na generalidade das escolhas de equipas projectistas. Já valeu de alguma coisa a persistência do PCP.
nota de rodapé: curiosamente, o PCP tentou desde a publicação do Decreto-Lei que cria a Parque Escolar EPE (2007) denunciar esta situação. Nenhum partido o acompanhou. O BE inclusivamente andou caladinho enquanto todos víamos milhões serem entregues a simpatizantes e apoiantes seus. Agora que a coisa rebentou nos jornais, anda tudo preocupado.
Agora, apresenta um pedido de auditoria às contas da empresa para que se perceba como andaram a gastar e a entregar aos amigalhaços os milhões de euros dos portugueses.
Parece que já andam mais calminhos e a fazer menos asneiras. Parece mesmo que de repente se lembraram que deveriam fazer concursos públicos na generalidade das escolhas de equipas projectistas. Já valeu de alguma coisa a persistência do PCP.
nota de rodapé: curiosamente, o PCP tentou desde a publicação do Decreto-Lei que cria a Parque Escolar EPE (2007) denunciar esta situação. Nenhum partido o acompanhou. O BE inclusivamente andou caladinho enquanto todos víamos milhões serem entregues a simpatizantes e apoiantes seus. Agora que a coisa rebentou nos jornais, anda tudo preocupado.
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