sexta-feira, 12 de março de 2010

prisões na europa???

também é importante ler aqui sobre o aumento dos suicídios em prisões europeias.
esperem... existem prisões europeias?! estou pasmado...

tudo serve contra Cuba

A hipocrisia parlamentar não conhece limites. Desta feita, junta-se o coro anti-comunista de todo o espectro partidário, parasitando e cavalgando a operação mediática montada como ataque ao povo cubano que, em boa hora, decidiu construir por suas próprias o futuro da sua pátria.

E eis que prisioneiros de delito comum se tornam paladinos da democracia, bombistas e outros terroristas, heróis da modernidade e dos direitos humanos. Hoje, PS, CDS, PSD e BE apresentaram na Assembleia da República votos de pesar pela morte de um prisioneiro que recusou cuidados médicos, que recusou alimentar-se e que viu no alinhamento com a máfia de miami e EUA a sua escapatória. Pouco importou, como bem demonstrou o granma, para essa gente o bem-estar do prisioneiro ou da sua família. Tudo foi bem montado apenas com o fito de cavalgar o sofrimento como instrumento político de ataque à soberania popular cubana.

E eis que o coro de chacais, dos esquerdistas modernaços, aos mais bafientos reaccionários, apresentaram votos de igual teor na Assembleia da República Portuguesa. Da mesma forma, nesses votos, não se vislumbra ponta de preocupação para com ninguém em Cuba, mas apenas a oportunidade de uma vez mais criticar e atacar despudoradamente um Estado que decidiu não vergar e não adoptar como suas as leis impostas pelos estados unidos ou pela europa "civilizada". Esses estados da modernidade, onde se condena à morte a pantera negra, onde se tortura e trafica o prisioneiro de guerra, onde se viola diariamente o mais elementar dos direitos humanos: o direito a não ser explorado. Nessa europa democrática, onde se continua a matar nas suas fronteiras o povo curdo, onde há territórios ocupados, onde se prendem estrangeiros em contentores e onde morrem de frio os velhos na rua. Juntem-se BE, CDS, PS e PSD, na condenação do Estado Cubano e da sua resistência anti-imperialista, que apenas demonstram o quão ansiosos todos estão de tirar partido mediático de um preconceito. Fica-vos bem, serve o vosso dono, e sempre são mais umas migalhinhas na gamela donde comem.

Sempre quero ver o que farão esses mesmos senhores quando os criminosos portugueses ou de qualquer outro país do mundo começarem a fazer greves de fome para chantagear os sistemas judiciais... É que também em Portugal há leis para se ser dissidente do regime... e fora delas comete-se um crime. Se eu for um dissidente português e para defender a minha causa, cometer um acto ilegal ou criminoso, quero ver se virá esse gente toda alinhada, defender-me quando eu ameaçar cortar os pulsos com uma bic.

DECLARAÇÃO DA ASSEMBLEIA NACIONAL DO PODER POPULAR DA REPÚBLICA DE CUBA

Depois de uma campanha concertada de poderosas empresas mediáticas, fundamentalmente da Europa, que atacaram ferozmente Cuba, o Parlamento Europeu acaba de aprovar na sequência de um indecoroso debate, uma resolução contra o nosso país que manipula sentimentos, distorce factos, esgrime mentiras e oculta realidades.

O pretexto utilizado foi a morte de um recluso, primeiramente condenado por delito comum e depois manipulado por interesses norte-americanos e pela contra-revolução interna, que por vontade própria recusou ingerir alimentos, apesar das advertências e da intervenção de médicos especialistas cubanos...

Este lamentável facto não pode ser utilizado para condenar Cuba com o argumento que podia tê-lo evitado. Se há campo em que não há palavras para atacar Cuba, pois a realidade é irrefutável, é o da luta pela vida dos seres humanos, sejam eles nascidos em Cuba ou noutros países. Basta o exemplo, silenciada pela imprensa hegemónica, da presença de médicos cubanos no Haiti, desde há onze anos antes do terramoto de Janeiro último.Por trás desta condenação há um profundo cinismo.

Quantas vidas de crianças se perderam em nações pobres pela decisão dos países ricos, representados no Parlamento Europeu, de não cumprir os seus compromissos de ajuda ao desenvolvimento. Todos sabiam que era uma sentença de morte massiva, mas optaram por preservar os níveis de esbanjamento e ostentação de um consumismo a longo prazo suicida.

Também ofende os cubanos essa tentativa de nos darem lições, no momento em que na Europa se reprimem imigrantes e desempregados, ao mesmo tempo que em Cuba o povo cubano, em reuniões de vizinhos propõe os seus candidatos às eleições municipais, livremente e sem intermediários.

Os que participaram ou permitiram o contrabando aéreo de presos, a criação de presídios ilegais e a prática de torturas, não têm moral para avaliar um povo agredido e brutalmente bloqueado. Tão discriminatória e selectiva condenação só pode ser explicada pelo fracasso de uma política incapaz de pôr de joelhos um povo heróico. Nem a Lei Helms-Burton nem a Posição Comum europeia, surgidas no mesmo ano, nas mesmas circunstâncias e com iguais propósitos, ambas lesivas da nossa soberania e dignidades nacionais, têm o mais mínimo futuro, pois os cubanos rejeitam a imposição, a intolerância e a pressão como norma das relações internacionais.

Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba. 11 de Março de 2010.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Agradecimento

Obrigado ao 5 dias por ser o responsável pela ressuscitação deste blog no que a visitas toca. Já que eu não faço por isso, haja quem o faça! um bem-haja!

Auditoria à Parque Escolar EPE

O PCP denunciou os truques e os artifícios de privatização do parque escolar português, trazendo o assunto pela primeira vez à Assembleia da República através de uma declaração política. Semanas mais tarde, o PCP propôs um Projecto de Resolução que extingue a Empresa Parque Escolar e reverte todo o património para o Estado, donde nunca deveria ter na verdade saído.
Agora, apresenta um pedido de auditoria às contas da empresa para que se perceba como andaram a gastar e a entregar aos amigalhaços os milhões de euros dos portugueses.

Parece que já andam mais calminhos e a fazer menos asneiras. Parece mesmo que de repente se lembraram que deveriam fazer concursos públicos na generalidade das escolhas de equipas projectistas. Já valeu de alguma coisa a persistência do PCP.

nota de rodapé: curiosamente, o PCP tentou desde a publicação do Decreto-Lei que cria a Parque Escolar EPE (2007) denunciar esta situação. Nenhum partido o acompanhou. O BE inclusivamente andou caladinho enquanto todos víamos milhões serem entregues a simpatizantes e apoiantes seus. Agora que a coisa rebentou nos jornais, anda tudo preocupado.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Polvo

José Sócrates foi Ministro do Ambiente do Governo de Guterres. Enquanto foi Ministro do Ambiente, combinou com as cimenteiras a estretégia de co-incineração de resíduos industriais perigosos em dois locais do país, um dos quais, a única cadeia montanhosa de orogenia alpina do país, em pleno Parque Natural da Arrábida.

Enquanto Ministro do Ambiente de Guterres, alterou limites da Rede Natura 2000 (no quadro da lei ou não, pouco me importa) como forma de permitir empreendimentos privados absolutamente desnecessários.

José Sócrates, enquanto Ministro do Ambiente, criou um programa nacional para pôr fim às lixeiras a céu aberto. Não lhes pôs fim, como todos sabemos e ainda hoje podemos observar, e criou um mercado nacional de resíduos que entregou aos amigos.

Muitas mais asneiras terá feito o Engenheiro (ou que raio é), que agora não poderei testemunhar dada a distância temporal a que me encontro desses dias e a minha tenra idade que não me permite olhar com vivacidade para factos de tão longínqua data.

Já desde 2005 até aos nossos dias, trago fresca memória e dessa julgo útil falar.

José Sócrates prometeu aos portugueses mudar as suas vidas, criar emprego e mais direitos laborais. O seu PS ganhou as eleições em 2005 e assim assumiu o governo da República. Desde então, Sócrates orientou um executivo que alargou para 60 horas semanais o horário de trabalho, sem direito a horas extraordinárias, ao mesmo tempo que manteve sobre os trabalhadores a espada da caducidade dos contratos colectivos de trabalho.

José Sócrates escreveu a Lei da Água que permite que todos os nossos rios, seus leitos e margens, que as nossas praias e águas subterrâneas sejam apropriadas por entidades privadas e por elas geridas, à revelia das nossas necessidades. José Sócrates privatizou todos os rios portugueses e as albufeiras das suas barragens. José Sócrates louvou o investimento em tróia que arreda da península as pessoas que ali iam desde que há memória, tal como tem feito por todo o país com a figura de Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN e PIN+) que ele próprio criou, permitindo que empresas e corporações se apoderem do espaço, dos recursos, das terras e do território nacional sem quaisquer obrigações. José Sócrates fez leis que tornam legal a imoralidade mais crápula e mais anti-patriótica que se possa imaginar.
José Sócrates entregou parcelas do território nacional a interesses imobiliários, contornou leis e criou outras para permitir implantações de infra-estruturas desnecessárias. Utilizou dinheiros públicos para estimular empreendimentos privados altamente poluentes e de elevados custos ambientais e sociais para o país.

José Sócrates entregou milhões de euros dos portugueses a empresas, de diversos sectores, como é o caso da Citröen de Mangualde, por exemplo, a troco de nada e fecha os olhos quando as empresas arrumam os trapos e deixam centenas ou milhares de trabalhadores no desemprego.

José Sócrates combina com os accionistas da EDP o aumento dos preços da energia, permitindo que continuem a acumular cada vez mais lucros através da venda de um recurso que deveria ser de todos. José Sócrates tem amizade íntima com os bancos que concentram cada vez mais e mais lucro, mesmo em alturas de crise económica, permitindo-lhes que continuem sem pagar impostos como paga quem trabalha.

José Sócrates continua a enfraquecer a Autoridade para as Condições do Trabalho, permitindo objectivamente que novas formas de escravidão e exploração desregrada surjam nas empresas portuguesas. Ao mesmo tempo, José Sócrates aumenta as taxas de justiça e diminui o apoio judiciário para que os trabalhadores não tenham como aceder aos tribunais.

José Sócrates diminui os salários dos trabalhadores da administração pública, privatiza e externaliza serviços a torto e a direito. José Sócrates é responsável pelo ataque ao Serviço Nacional de Saúde, pela falta de médicos, pela debandada de médicos para o sector privado. José Sócrates é responsável pela destruição do Serviço Nacional de Saúde, enquanto pega no dinheiro dos portugueses e o entrega aos hospitais privados para eles fazerem aquilo que os públicos deviam fazer mas não fazem porque não têm dinheiro.

José Sócrates é responsável pela privatização do ensino superior, pelo endividamento dos estudantes, pela degradação da qualidade do ensino. É também responsável pela privatização da escola básica e de importantes dimensões do seu currículo. José Sócrates privatizou importantes componentes curriculares do ensino básico, como é o caso da actividade física e motora, ou da educação musical. José Sócrates é responsável pela proliferação de centros de explicações privados e de creches e jardins de infância privados, a quem entrega o dinheiro dos portugueses de mão beijada para lucrarem com o que o Estado deveria fazer gratuitamente para todos os portugueses.

José Sócrates, queira-se ou não, é resposável pelas perseguições anti-democráticas a dirigentes sindicais e estudantis, a comunistas e a jovens activistas. José Sócrates é responsável pelo fim da democracia na gestão das escolas, pela privatização das universidades.

José Sócrates é responsável pela partidarização do aparelho de estado, onde vai colocando amigos e amigalhaços em cada vez mais posições. José Sócrates é responsável pela entrega de milhões de euros dos trabalhadores portugueses a empresas privadas dos seus amigos sem quaisquer justificação, sem sequer um concurso público para disfarçar.

José Sócrates é responsável pela não atribuição de subsídio de desemprego a cerca de metade dos desempregados portugueses. José Sócrates é responsável pela destruição das pescas e da agricultura, enquanto brinda com champagne nos bailaricos da União Europeia e abraça contente o seu amigalhaço de sempre Durão.

José Sócrates é por tudo isto responsável, e por certamente muito mais, porque escolheu de que lado se colocaria ao governar. Escolheu o lado dos poderosos, escolheu fazer o frete a esses interesses mais ou menos obscuros, mais ou menos legais. José Sócrates age contra a pátria, contra os trabalhadores. E o pior é que não precisa de fazer nada ilegal porque a lei é ele que a escreve nos gabinetes do seu governo. A constituição está silenciosamente expectante por outro amigalhaço, lá para os lados de Belém.

E depois de fazer tudo isto à claras, ainda é preciso especular sobre o que fez às escondidas?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Para que não passe em Branco - denúncia

Porque há coisas que não podem passar em branco, venho aqui trazer em primeira mão a transcrição das palavras mais reaccionárias que foram proferidas nos últimos tempos na Assembleia da República. Elas encerram uma visão perigosa, proto-fascista, da luta de classes e são preocupantes em si mesmas.

No entanto, três outras questões me preocupam ainda mais do que estas palavras:

1. que alguém tenha o descaramento de as produzir na Asembleia da República,
2. que a pessoa que as proferiu não foi um qualquer velho senil ou reconhecidamente fascista, mas sim um jovem socialista, acabado de chegar ao Parlamento,
3. que a bancada do PS tenha aplaudido efusivamente as palavras, como se pode ver a seguir:

"O Sr. João Galamba (PS): - a razão pela qual Portugal tem a precariedade e o desemprego que tem é em grande parte devido às estruturas sindicais, reaccionárias e de posições…

(Risos do BE e do PCP)

O Sr. João Oliveira (PCP): — Parece o CDS a falar!

O Sr. João Galamba (PS): —… que sacrificam trabalhadores"