sexta-feira, 11 de setembro de 2009

carta aos "intermitentes"

Caros Trabalhadores das Artes do Espectáculo e do Audiovisual
Amigos “intermitentes”

Em nome do Grupo Parlamentar do PCP, agradeço o convite que nos dirigiram para estar presentes no vosso cocktail intermitente realizado nas Piscinas do Clube Nacional de Natação no dia 9 de Setembro de 2009, pois o facto de termos estado presentes deu-nos nova oportunidade para ouvir em discurso directo os vossos problemas e assim aprender sobre os constrangimentos com que se cruzam no mundo laboral.

Foi com muito gosto que ouvi as intervenções dos convidados da mesa e dos intervinientes do “público”. No entanto, verifiquei que existe uma certa tendência para colocar todos os partidos no mesmo saco, chegando mesmo uma das oradoras a referir-se à Assembleia da República como “as cortes”. Ora, tendo em conta que não me identifico minimamente como membro dos paços de qualquer reinado, e sabendo que sou eleito por um Partido com um vasto património de intervenção e proposta na vossa área laboral – aliás, como saberão, o PCP foi o partido que despoletou todo o processo legislativo e conta na X legislatura com imensa actividade no que toca aos direitos laborais dos trabalhadores das artes do espectáculo e do audiovisual – julguei adequado dirigir-vos umas palavras durante o vosso encontro para o qual fui convidado na qualidade de Deputado comunista.

Quando pedi a palavra, porém, alguns dos organizadores negaram-me essa possibilidade, decisão que obviamente respeitei, muito embora sem a compreender pois julgo que teria sido útil para todos conhecer as posições daqueles que estando dentro do edifício das “cortes”, as combatem. A negação da possibilidade de usar a palavra terá sido potenciada pelo facto de o PCP ter sido o único partido que respondeu afirmativamente ao convite, pois não se encontrava nenhum outro deputado ou grupo parlamentar na sala, como verificaram. Todavia, não queria deixar de vos dirigir uma saudação e votos de reforçada perseverança e combatividade, pois a vossa luta é justa. E seria uma luta justa mesmo que existisse apenas um trabalhador na vossa situação, já que percebi que a representatividade e número do sector vos preocupa tanto. Não é por serem muitos que a luta dos trabalhadores é justa, pois enquanto existir quem explore e quem seja explorado, a injustiça permanecerá independentemente de quantos forem os exploradores ou os explorados. E enquanto a injustiça permanecer e as condições de vida dos trabalhadores se degradarem há motivos mais do que justos para a luta e para o combate em defesa dos seus direitos, como vocês, trabalhadores “intermitentes” têm vindo a fazer.

Mais do que valorizar o trabalho do PCP, dirijo-vos esta mensagem para valorizar o vosso empenho na satisfação das necessidades culturais da democracia portuguesa, levando a cada canto do nosso país as mais diversas formas de arte, possibilitando a todos o acesso à fruição cultural que nasce do vosso próprio esforço e trabalho. E além disso, claro, valorizar a vossa firmeza na luta pelos vossos direitos, agradecendo o convite que nos foi dirigido.

Termino com um apelo para a criação de mais unidade entre vós, pois a discussão é apenas a primeira forma de luta e muitas outras há no caminho da vitória. Os sindicatos, as vossas estruturas associativas e representativas, são a melhor plataforma de decisão colectiva e de luta desde que vocês mesmos não esmoreçam nas vossas posições. A unidade com outros trabalhadores, porque alguns dos problemas são semelhantes, nomeadamente nas acções de luta nacionais e nas comemorações do 1º de Maio, é certamente um passo importante para “fazer a ponte” entre os vossos problemas e os dos que, como vocês embora em outros sectores, também assistem à degradação da sua qualidade de vida e da sua condição laboral por força dos ataques anti-democráticos que têm sido dirigidos aos trabalhadores portugueses em geral.

Saudações democráticas!
Miguel Tiago, PCP

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Avante!

festa do Avante!
ausência justificada

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Avante! 2009 - SKA-P

Epá, espero que não me calhe um turno a esta hora! e muito menos a esta.

sábado, 1 de agosto de 2009

o vale-tudo

"vale-tudo" é o nome que no brasil se dá a um desporto físico que consiste em opor dois atletas quase sem regras. Nesse desporto, valem todas as artes, todos os golpes com excepção de golpes sobre os olhos e outros poucos. É aquilo a que por cá vamos conhecendo por MMA (mixed martial arts).

A campanha do PS e o seu comportamento para a câmara de lisboa é um pouco um vale-tudo. Mas se, no vale-tudo desportivo podemos identificar mérito e esforço aos atletas - gostemos ou não, se há coisa que podemos admirar é a sua perseverança, a coragem física e o treino intensivo e dedicado - no vale-tudo do PS para a autarquia de lisboa, o que podemos identificar é a ausência de espinha dorsal - do projecto e dos que o compõem.

Ora, ou é da minha cabeça, ou recordo Helena Roseta fazer birra para ser cabeça de lista pelo PS e chegar a abandonar o Partido para formar uma lista orientada pelo espíríto "liberto" dos movimentos de cidadãos. A cidadã Helena Roseta libertara-se dos grilhões aparelhistas dos Partidos e criara um movimento livre. Não que não se revisse no PS, ou para o caso, em qualquer outro partido, mas porque neles não davam guarida à sua sede de protagonismos. Fácil, à falta de lugarinho de destaque, faz-se um movimento, que o que importa não é o projecto, nem o partido, mas sim chegar lá - a vereadora, entenda-se.

O mesmo se pode dizer do sujeito sinistro do BE - o tal de Zé que tanta falta fazia para viabilizar a política de direita do executivo PS, homem-de-mão de Costa que se anunciara para quem quisesse ver. Ora esse sujeito que trepa à ribalta à custa, não da dignidade, mas do protagonismo, vem afinal a tornar-se na bengala mais dedicada de António Costa, com o apoio do BE até à última da hora.

Ambos se apresentaram, íntegros senhores da democracia, para combater a direita - assim o disseram. Quando afinal de contas, se venderam por um prato de lentilhas na primeira licitação do leilão político. Ora, então está visto o que para esta gente conta de facto. Porque se o interesse real fosse o de combater a direita, combateriam os interesses e os projectos de direita, independentemente dos seus protagonistas. No caso presente, o digno representante dessa política é António Costa, ideólogo e líder táctico de um PS cada vez mais próximo do neo-liberalismo selvagem, cada vez mais distante dos homens e mulheres de esquerda deste país. Se o que importasse para esses zés e rosetas fosse o combate à política de direita, combateriam com a mesma tenacidade António Costa e Santana Lopes - o que manifestamente não fazem.

Calaram a indignação e o amor por lisboa, a troco de uma "atençãozinha".

Está visto como se sobe no aparelho do PS: Se não consegues a bem, consegues a mal e tudo será mais fácil se nao tiveres espinha dorsal!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SKA-P na Festa do Avante!

A Festa do Avante de 2009 contará com SKA-P no palco 25 de Abril.
www.festadoavante.pcp.pt
www.skap-p.com

Os Peste & Sida também não faltarão!

Lá estarei. Lá nos veremos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Parasitismo compensa.

O jornal "Público" de 22 de Junho atribui meia página a um assunto importantíssimo - o Complexo Desportivo do Jamor. Como seria de esperar, ignora o património de intervenção do Partido Comunista Português e da CDU nesta matéria. E não que essa intervenção tenha começado há pouco tempo. Aliás, há bem mais de um ano que o PCP questiona insistentemente Laurentino Dias sobre o Campo de Golfe no Jamor e sobre as condições do Estádio Nacional. Da mesma forma, Francisco Madeira Lopes, do Partido Ecologista "Os Verdes" tem três perguntas e requerimentos apresentados ao Governo precisamente sobre a mesma matéria.

Nada de espantar. Não seria natural que um jornal como este procurasse fazer jornalismo minimamente sério no que toca à intervenção política do PCP e da CDU. Aliás, este como muitos outros que comem da mesma mão que o PCP e a CDU combate.

Mas o que me horroriza de facto é a opção política que este Jornal faz ao produzir esta "notícia", ou peça de propaganda ou que raio é. É que o que motiva a notícia não é o problema do Estádio Nacional, mas sim o facto, pasme-se, de o BE ter denunciado os interesses imobiliários/turísticos que disputam o estádio e o campo de golfe. Ora, anuncia a notícia que o BE entregou um requerimento na Assembleia da República sobre a matéria. Muito bem, aceito isso, muito embora não encontre qualquer registo de semelhante requerimentos nos sites da AR.

No entanto, seria da mais elementar competência abordar o assunto com um mínimo de imparcialidade, o que provavelmente é pedir demasiado para o grau de profissionalismo patente na referida notícia. Pois bem, alguns factos:

1. O PCP tem vindo a colocar na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República esta questão em praticamente todas as reuniões com o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto e até hoje, tal não mereceu uma linha no Jornal Público.

2. O PCP apresentou uma Pergunta escrita ao Governo, onde requer informação sobre o Estádio Nacional e o Golfe e onde requer informações sobre o Projecto do campo de Golfe. aqui

3. O PCP requereu, através da Comissão de Educação e Ciência, que o Governo fizesse chegar à Assembleia da República o projecto da obra, que até hoje não chegou.

4. O Partido Ecologista "Os Verdes" entregaram 3 perguntas e requerimentos ao Governo exigindo informação concreta e justificação da opção política pelo campo de golfe, bem como informação sobre os impactos ambientais do projecto.

5. A CDU de Oeiras, juntamente com o Grupo Parlamentar do PCP realizaram uma visita ao Estádio Nacional, onde apenas esteve presente um órgão de comunicação social local (de Oeiras), mesmo tendo todos os restantes sido convocados. O PEV realizou num outro dia uma visita com os mesmos objectivos e apenas mereceu a comparência da agência Lusa.

6. O PCP e o PEV participaram numa visita oficial ao Estádio Nacional com a Comissão de Educação e Ciência e o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, durante a qual levantaram inúmeras questões e acusaram de abandono e de favorecimento a especulação imobiliária envolvente o Governo.

Nenhuma dessas posições assumidas por PCP, PEV ou CDU foram divulgadas devidamente na comunicação social nacional e muito menos no Jornal Público.

Outros factos:

1. O BE nunca, repito: NUNCA, participou numa única reunião da Comissão de Educação e Ciência com o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto. O que, por si só, talvez justificasse uma notícia. Mas certamente não no jornal público, que não se presta a esses serviços de má-língua.

2. O BE não participou sequer, repito NÃO PARTICIPOU, na visita da Comissão ao Estádio Nacional, certamente por não atribuir a essa matéria a necessária importância ou relevância mediática de que afinal, mais tarde, se veio a aperceber.

3. não existe ainda nenhum registo de intervenção do BE sobre o Estádio Nacional ou sobre o golfe no Jamor, no quadro da AR.

4. Aquilo que o Público anuncia como sendo uma denúncia do BE sobre os interesses em torno do campo de golfe no Jamor é, na verdade, e como facilmente se comprova, uma colagem das diversas posições assumidas pelo PCP e PEV na Assembleia da República e pela CDU no Concelho de Oeiras.


Uma vez mais, o parasitismo, compensou. Tivéssemos nós essa preciosa ajudinha dos grandes órgãos de comunicação social... Mas isso provavelmente significaria que nós estaríamos no mau caminho. Deixemos o mau caminho para outros...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Esquerda de confiança?

Se o ridículo matasse...
Poderá dizer-se esquerda de confiança quem assim dispara à esquerda, sem saber sequer do que fala, do papel da autarquia setubalense e do papel do Grupo Parlamentar do PCP e dos Verdes? Está vista a concepção de convergência dessa gente...
Confiança nos jantares de amigalhaços e nos brindes de copo ao alto entre Dirigentes partidários do BE e Ministro da Economia demitido? não, obrigado.